Uma das franquias mais populares da história dos videogames está de volta às telonas. Street Fighter, nova adaptação cinematográfica baseada na série de jogos da Capcom, em parceria com a Paramount Pictures e Legendary Pictures, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 15, com a promessa de transportar para o cinema os golpes especiais, os personagens icônicos e a atmosfera dos fliperamas dos anos 1990. Dirigido por Kitao Sakurai, o longa reúne nomes como Andrew Koji, Noah Centineo, Callina Liang, Jason Momoa e David Dastmalchian em uma produção que busca equilibrar ação, comédia e nostalgia para conquistar tanto os fãs antigos quanto uma nova geração de espectadores.
Ambientada em 1993, a história acompanha Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo), antigos parceiros de combate que voltam a se encontrar quando Chun-Li (Callina Liang) os recruta para participar do World Warrior Tournament. O que começa como uma competição entre lutadores logo revela uma conspiração perigosa, obrigando os protagonistas a enfrentar rivalidades e questões do passado. O elenco também conta com Jason Momoa como Blanka, o brasileiro de aparência monstruosa, David Dastmalchian como M. Bison, Joe “Roman Reigns” Anoai como Akuma, Cody Rhodes como Guile e o rapper 50 Cent como Balrog.
Um dos principais trunfos do novo Street Fighter é o compromisso com a identidade visual e a personalidade exagerada dos jogos. Hadoukens, chutes giratórios e outros movimentos característicos fazem parte da proposta, enquanto figurinos e caracterizações procuram reproduzir o universo colorido da franquia. A produção não tenta transformar o material em um drama realista de artes marciais: o humor, o exagero e as situações absurdas fazem parte da experiência. Há também sequências animadas em estilo anime que se destacam como uma maneira de explorar as origens dos personagens e aproximar o filme da linguagem dos videogames.
A música também tem papel importante na construção da identidade do longa. A trilha original foi composta por Leo Birenberg e Zach Robinson, conhecidos por trabalhos que combinam energia, referências à cultura pop e sonoridades intensas. Entre os destaques está uma nova versão de Guile’s Theme, uma das composições mais conhecidas da franquia, recriada com arranjos orquestrais e elementos de metal para ampliar o impacto das cenas de combate. A trilha também inclui “Negative Edge” e “Brainrot”, duas músicas inéditas da banda de metal HEALTH, conhecida por misturar metal industrial, eletrônica e atmosferas pesadas, adicionando uma camada mais agressiva à experiência sonora.
A seleção musical ainda celebra os anos 1990 com os clássicos “What’s Up?” do 4 Non Blondes, “Killing in the Name” do Rage Against the Machine e outros. Para quem acompanha o universo do rock e da música pesada, a combinação de metal, elementos eletrônicos e temas clássicos dos games é um dos aspectos mais curiosos da produção.

Vale a pena assistir?
O novo Street Fighter chega superando a reputação das adaptações anteriores e demonstra que uma franquia construída em torno de combates rápidos pode sustentar uma aventura cinematográfica. O filme oferece personagens conhecidos, referências para os fãs de games e de música e uma proposta visual que não esconde suas raízes nos fliperamas.
Embora o enredo nem sempre seja acompanhado por uma história igualmente consistente, sem muito equilíbrio entre os personagens e os conflitos apresentados, Street Fighter apostou sua força justamente no exagero e, para quem cresceu jogando os títulos da Capcom, a produção pode valer principalmente pelas caracterizações, pelos golpes especiais e pelas inúmeras referências ao material original.
