Após explorar o imaginário do vampirismo em Nosferatu, o cineasta Robert Eggers volta a mergulhar no horror folclórico com “Lobis-Homem” (Werwulf), produção ambientada na Inglaterra do século XIII que promete oferecer uma abordagem sombria e historicamente fiel à lenda da criatura. O longa tem estreia prevista para o fim de 2026 nos Estados Unidos e chega aos cinemas brasileiros em janeiro de 2027.
Escrito por Eggers em parceria com o poeta e romancista islandês Sjón, colaborador de O Homem do Norte, o filme acompanha um homem amaldiçoado que enfrenta sua transformação em lobisomem em meio a um ambiente marcado pela superstição, pela violência e pelo fanatismo religioso. O elenco reúne Aaron Taylor-Johnson, Lily-Rose Depp, Willem Dafoe, Ralph Ineson e Bodhi Rae Breathnach.
Conhecido pelo rigor histórico de obras como A Bruxa, O Farol e O Homem do Norte, Eggers volta a investir em uma reconstrução minuciosa da época medieval. O diretor revelou que o filme utiliza elementos do folclore europeu anterior às convenções popularizadas pelo cinema, deixando de lado clichês como balas de prata e a transformação provocada por mordidas de outros lobisomens. A proposta é resgatar interpretações mais antigas da mitologia, aproximando o terror das crenças medievais.
Outro aspecto que chama atenção é a preocupação com a autenticidade linguística. Parte dos diálogos foi escrita em inglês medieval, reforçando a atmosfera histórica que se tornou uma marca registrada do cineasta. A fotografia em película 35 mm e a direção de arte também buscam recriar a Inglaterra do século XIII com riqueza de detalhes, privilegiando cenários naturais e uma estética austera.
Descrito pelo próprio Robert Eggers como “o roteiro mais sombrio que já escreveu”, Lobis-Homem chega cercado de expectativa entre os fãs do terror autoral. A produção pretende se distanciar das versões mais convencionais do mito para apresentar uma narrativa marcada pelo horror psicológico, pelo realismo histórico e pela atmosfera opressiva, características que consolidaram o diretor como um dos principais nomes do gênero na atualidade.

